O custo do aluguel residencial no Brasil acumulou uma alta de 9,13% nos 12 meses encerrados em setembro de 2026, ritmo que representa praticamente o dobro da inflação oficial do país registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 4,58% no mesmo período. Os dados fazem parte do Índice FipeZAP de Locação Residencial, acompanhamento que analisa anúncios de apartamentos prontos em 36 municípios brasileiros, abrangendo 22 capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. A diferença entre a variação dos aluguéis e a inflação oficial evidencia o aumento da pressão sobre os custos de moradia para quem busca novos contratos. No entanto, o comportamento das cotações apresenta oscilações significativas a depender da localidade, da infraestrutura do bairro e das tipologias dos imóveis analisados. Desempenho do mercado de locação em 2026 e comparação de indicadores No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, entre janeiro e setembro, os valores anunciad...
O valor anunciado dos imóveis para locação residencial no Brasil está, em média, 76% acima do montante que os potenciais inquilinos afirmam conseguir pagar. Segundo levantamento realizado pela DataLais, frente de inteligência de dados da plataforma Lastro, o aluguel mediano dos apartamentos anunciados por imobiliárias atinge R$ 3.000, enquanto o orçamento mediano declarado pelos consumidores é de R$ 1.700. O cenário gera uma diferença de R$ 1.300 entre a capacidade financeira sinalizada e os preços do mercado. Em Santa Catarina, o município de Balneário Camboriú registrou a maior distância entre oferta e orçamento entre as cidades analisadas, atingindo 131%. O levantamento foi elaborado a partir do cruzamento de dados de 905.466 pessoas em todos os estados brasileiros com os preços pedidos em 118 mil apartamentos anunciados. As informações orçamentárias dos consumidores foram coletadas durante atendimentos via WhatsApp realizados por 1.500 imobiliárias clientes da DataLais, entre os d...